"Eu sinto vontade às vezes de bater nas pessoas. Mas eu não faço. Mas quem é que não sente vontade de sair por aí esmurrando aqueles que te fizeram alguma vez chorar? Eu sinto. E esmagaria com as próprias mãos o coração de cada um. Eu sei que já errei bastante e fiz besteira, mas eu pago caro cada um dos meus pecados. E esta gente que sai por aí, atropelando gente burra como eu, merecia um fim cruel. Esta gente que bagunça a nossa vida, que entra na nossa casa, suja tudo o que estava limpinho, atira nossas roupas pela janela e leva junto toda a nossa coragem de continuar seguindo em frente, merecia mesmo ter seus corações tão destroçados como os de gente assim, tão estúpida como eu.”
terça-feira, 2 de agosto de 2011
domingo, 20 de março de 2011
The Modern Age
Acho que tinha uns 16 anos na primeira vez que ouvi Strokes e antes disso eu já tinha meu gosto musical, escutava praticamente tudo que escuto hoje. O que mudou foi que depois de ouvir Strokes, de ver Strokes descobri que musica não é só pra ser ouvida, mas pra ser vivida e exteriorizada. Que música é muito mais que um aglomerado de notas musicais divididas entre solos de guitarras e aquele bom barulho ensurdecedor da bateria. Musica pode ser um estilo de vida. Os Strokes meio que foram meu "divisor de águas" e, por isso, devo muito do que sou a eles, embora eles nunca vão saber disso, mas isso pouco importa!
quarta-feira, 2 de março de 2011
childhood memories
Descobri uma coisa que me faz chorar: lembranças da minha infância.
Toda vez que sou remetida a minha infância, sinto um aperto no coração e uma vontade incontrolável de chorar. Domingo passado, por exemplo, assistindo ao Oscar, comecei a chorar ao ouvir 'somewhere over the rainbown'. Não chorei por achar a música bonita, emocionante. Chorei porque Mágico de Oz foi o primeiro filme que vi na vida. Tinha uns 4 anos, acho, ou até menos, mal sabia o que era filme, mas lembro com todos os detalhes que era minha vhs preferida e que, inclusive, por medo, passava pra frente aquele inicio em preto e branco no qual a bruxa era esmagada e ficavam só as meias listradas aparecendo. Tinha pavor daquelas meias listradas, mas em compensação começou ali minha compulsão por sapatos. Ain, os vermelhinhos da Dorothy.
Acredito que toda essa comoção com as memórias da infância acontece porque fui uma criança muito feliz. E só reconhecemos essa felicidade depois. Acho que reconhecer não é bem a palavra, porque criança sabe que é feliz. O que fazemos tardiamente é valorizá-la.
Hoje trocaria todas as minhas experiências vividas pela minha infância, onde tudo era mais bonito e mais fácil.
Toda vez que sou remetida a minha infância, sinto um aperto no coração e uma vontade incontrolável de chorar. Domingo passado, por exemplo, assistindo ao Oscar, comecei a chorar ao ouvir 'somewhere over the rainbown'. Não chorei por achar a música bonita, emocionante. Chorei porque Mágico de Oz foi o primeiro filme que vi na vida. Tinha uns 4 anos, acho, ou até menos, mal sabia o que era filme, mas lembro com todos os detalhes que era minha vhs preferida e que, inclusive, por medo, passava pra frente aquele inicio em preto e branco no qual a bruxa era esmagada e ficavam só as meias listradas aparecendo. Tinha pavor daquelas meias listradas, mas em compensação começou ali minha compulsão por sapatos. Ain, os vermelhinhos da Dorothy.
Acredito que toda essa comoção com as memórias da infância acontece porque fui uma criança muito feliz. E só reconhecemos essa felicidade depois. Acho que reconhecer não é bem a palavra, porque criança sabe que é feliz. O que fazemos tardiamente é valorizá-la.
Hoje trocaria todas as minhas experiências vividas pela minha infância, onde tudo era mais bonito e mais fácil.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
all things must pass
O engraçado é que tudo na vida realmente passa, seja aquele amor enlouquecedor, aquela amizade inseparável, aquela paixão desenfreada por alguma coisa ou aquela dor insuportável - de ausência, de amor, de perda. Pode levar dias, meses, anos, mas quando menos se espera simplesmente passou.
Quantas pessoas já amei pensando ser os amores da minha vida e hoje nem um simples e educado "oi" é trocado. Quantas pessoas conheci, achei que ficariam pra sempre na minha vida, fizemos planos e hoje a única coisa que quero delas é a distância. Quantas vezes já me deu vontade de desistir de tudo, achando que não conseguiria mais continuar. Sofri, chorei, me decepcionei, errei - e como errei - mas hoje to aqui feliz e em paz mais uma vez, afinal não tem nada nessa vida que o tempo e um pouco de paciência não resolva.
Quantas pessoas já amei pensando ser os amores da minha vida e hoje nem um simples e educado "oi" é trocado. Quantas pessoas conheci, achei que ficariam pra sempre na minha vida, fizemos planos e hoje a única coisa que quero delas é a distância. Quantas vezes já me deu vontade de desistir de tudo, achando que não conseguiria mais continuar. Sofri, chorei, me decepcionei, errei - e como errei - mas hoje to aqui feliz e em paz mais uma vez, afinal não tem nada nessa vida que o tempo e um pouco de paciência não resolva.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
just the way you are!
Tem algumas coisas que ainda não consigo entender.
Não entendo porque algumas pessoas me conhecem e tem atitudes do tipo: "- tu gosta de Beatles? - que legal eu também gosto!"; "- tu curte Elvis, filmes antigos, Frank Sinatra, The Who, etc? - que legal eu também gosto muito!" e quando é convidada pra fazer algo relacionado a isso, ou quando resolvo conversar a respeito fica mais perdido que peixe fora do aquário!
As pessoas tem que entender que NÃO, EU NÃO GOSTO SÓ DAS PESSOAS QUE GOSTAM DAS MESMAS COISAS QUE EU! Não é pelo fato de eu ter mania de dar opiniões e deixar bem claro o que eu não gosto, que não vou conseguir me relacionar numa boa com alguém diferente de mim.
Não precisa fingir ser algo que não é só pra se aproximar. Pode ficar a vontade, falar que gosta de balada eletrônica, sertaneja, que gosta de se vestir que nem pirigueti porque se tu for legal, se tu for verdadeiro/a, estiver de acordo com meus princípios e valores, eu vou gostar de ti do mesmo jeito. Eu só não vou gostar de ti, justamente se tu me falar uma coisa e agir de outra, se tu não me passar uma coisa boa, entende?
Não entendo porque algumas pessoas me conhecem e tem atitudes do tipo: "- tu gosta de Beatles? - que legal eu também gosto!"; "- tu curte Elvis, filmes antigos, Frank Sinatra, The Who, etc? - que legal eu também gosto muito!" e quando é convidada pra fazer algo relacionado a isso, ou quando resolvo conversar a respeito fica mais perdido que peixe fora do aquário!
As pessoas tem que entender que NÃO, EU NÃO GOSTO SÓ DAS PESSOAS QUE GOSTAM DAS MESMAS COISAS QUE EU! Não é pelo fato de eu ter mania de dar opiniões e deixar bem claro o que eu não gosto, que não vou conseguir me relacionar numa boa com alguém diferente de mim.
Não precisa fingir ser algo que não é só pra se aproximar. Pode ficar a vontade, falar que gosta de balada eletrônica, sertaneja, que gosta de se vestir que nem pirigueti porque se tu for legal, se tu for verdadeiro/a, estiver de acordo com meus princípios e valores, eu vou gostar de ti do mesmo jeito. Eu só não vou gostar de ti, justamente se tu me falar uma coisa e agir de outra, se tu não me passar uma coisa boa, entende?
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
in the end the love you take is equal to the love you make
Faz mais de uma semana que meu fanatismo pelo Paul se transformou em um louco amor desenfreado, numa necessidade vital. Só consigo ouvir Paul McCartney, ver Paul McCarteney, falar de Paul McCartney, ler matérias sobre Paul McCarteney, navegar só a procura de Paul McCarteney, ou seja, estou vivendo, respirando Paul McCartney.
Em meio a tamanha obsessão acabei encontrando um texto muito interessante de uma fã do Paul, falando do quanto a vida dela mudou pós-show. Achei o trecho final o mais interessante: “ É como se a sensação que vivi ali, contigo, fosse tão majestosa que não se pudesse mais alcançá-la. Então estive pensando que um espetáculo desses é coisa pro fim da vida. É como gran finale: quando a pessoa pensa que já viu tudo, vem você, pra surpreender. Do contrário, a gente fica assim, imaginando que nada mais pode acontecer de tão magnífico daqui pra frente.”
Ela conseguiu traduzir em palavras exatamente o que todos nos estamos sentindo. É esse trecho que explica os nossos olhos parados lembrando do que aconteceu, nossos risos sem sentido, muitas vezes sozinhos, nossas caras de felicidade, aquela sensação de que tudo está flutuando. Parece louco, mas é a mais pura verdade, nossas vidas realmente mudaram pós Paul Mccartney. Ninguém mais conseguirá ser o mesmo depois disso.
Me perdoem as beatas, mas, para nós, foi como se tivessemos visto Jesus Cristo fazer um milagre, como se daqui pra frente tudo zerasse e começassemos a contar os dias, meses, anos, como a.P (antes do paul) e d.P (depois do paul).
Lembro que mês passado quando estavam resgatando os mineiros no Chile, durante a transmissão um repórter ou um psicólogo, não lembro exatamente, comentou que aqueles mineiros seriam uma família para sempre, pois diante de fortes emoções sempre criamos laços eternos com aqueles que passaram por isso conosco. E agora sei que isso verdade, porque as pessoas que passaram por essa experiência junto a mim, alguns amigos, uns já conhecidos e o outros até então desconhecidos, estão hoje entre as pessoas mais especiais da minha vida e vou querer levá-las sempre comigo. Afinal, acima de qualquer coisa, criamos uma verdadeira família!
Tá difícil voltar pra realidade. Minha vida parou naquele momento e tudo que venho planejando a mais de uma semana é a próxima oportunidade de viver isso novamente. Na verdade, minha vida nunca mais será a mesma, não tem como voltar a viver como vivia antes do dia 4 de novembro. Hoje minha vida tem um sentido, hoje eu vivo por uma razão, por um objetivo. Agora tenho a certeza que tudo que acreditei, tudo que quis ser, que me influenciou valeu a pena. Tenho a felicidade de volta comigo. E talvez comece a entender que não sou mais “a lonely girl who's in the middle of something that I don't really understand”.
Se tivesse a oportunidade de dizer ou escrever algo para o Paul não ocuparia mais de uma linha:
Obrigada Paul, por resgatar em mim a vontade de viver.
Em meio a tamanha obsessão acabei encontrando um texto muito interessante de uma fã do Paul, falando do quanto a vida dela mudou pós-show. Achei o trecho final o mais interessante: “ É como se a sensação que vivi ali, contigo, fosse tão majestosa que não se pudesse mais alcançá-la. Então estive pensando que um espetáculo desses é coisa pro fim da vida. É como gran finale: quando a pessoa pensa que já viu tudo, vem você, pra surpreender. Do contrário, a gente fica assim, imaginando que nada mais pode acontecer de tão magnífico daqui pra frente.”
Ela conseguiu traduzir em palavras exatamente o que todos nos estamos sentindo. É esse trecho que explica os nossos olhos parados lembrando do que aconteceu, nossos risos sem sentido, muitas vezes sozinhos, nossas caras de felicidade, aquela sensação de que tudo está flutuando. Parece louco, mas é a mais pura verdade, nossas vidas realmente mudaram pós Paul Mccartney. Ninguém mais conseguirá ser o mesmo depois disso.
Me perdoem as beatas, mas, para nós, foi como se tivessemos visto Jesus Cristo fazer um milagre, como se daqui pra frente tudo zerasse e começassemos a contar os dias, meses, anos, como a.P (antes do paul) e d.P (depois do paul).
Lembro que mês passado quando estavam resgatando os mineiros no Chile, durante a transmissão um repórter ou um psicólogo, não lembro exatamente, comentou que aqueles mineiros seriam uma família para sempre, pois diante de fortes emoções sempre criamos laços eternos com aqueles que passaram por isso conosco. E agora sei que isso verdade, porque as pessoas que passaram por essa experiência junto a mim, alguns amigos, uns já conhecidos e o outros até então desconhecidos, estão hoje entre as pessoas mais especiais da minha vida e vou querer levá-las sempre comigo. Afinal, acima de qualquer coisa, criamos uma verdadeira família!
Tá difícil voltar pra realidade. Minha vida parou naquele momento e tudo que venho planejando a mais de uma semana é a próxima oportunidade de viver isso novamente. Na verdade, minha vida nunca mais será a mesma, não tem como voltar a viver como vivia antes do dia 4 de novembro. Hoje minha vida tem um sentido, hoje eu vivo por uma razão, por um objetivo. Agora tenho a certeza que tudo que acreditei, tudo que quis ser, que me influenciou valeu a pena. Tenho a felicidade de volta comigo. E talvez comece a entender que não sou mais “a lonely girl who's in the middle of something that I don't really understand”.
Se tivesse a oportunidade de dizer ou escrever algo para o Paul não ocuparia mais de uma linha:
Obrigada Paul, por resgatar em mim a vontade de viver.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Pra complementar o post anterior...
"De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato"
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