quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pra complementar o post anterior...

"De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

:( :/ :)

Sabe quando eu comecei a viver melhor e ser feliz de novo?
Quando eu deixei de lado as mágoas, os rancores, os mal entendidos.
O que não significa que eu perdoei, relevei ou que esqueci das coisas ruins que aconteceram. Eu simplesmente resolvi não falar mais nelas, parei de ficar remoendo, lembrando daquilo pra sempre, tentando entender o porquê de tudo. Mas isso também não quer dizer, que haverá uma possibilidade de reconciliação, de recomeçar uma amizade interrompida.
Não penso mais nas más recordações. Na verdade, passei a encarar a situação como uma morte. Guardo as boas lembranças de alguém que não existe mais, que se foi e que nunca mais voltará. Não é compaixão, bondade, caridade ou algo do gênero. Nada mais é que um ato de respeito, comigo e com próximo.
Já dizia Clarice "Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

saudade exagerada de mim!

Agora, lendo um tweet de uma ex colega me veio a luz.
Toda minha carência profunda, minha saudade exacerbada de tudo e de todos, na verdade, não passa de uma saudade exagerada de mim mesma. Quem se perdeu fui eu. A saudade que sinto é de mim. Das minhas roupas guardadas que nunca mais foram usadas, das coisas que fazia, de como me comportava. Pequenas coisas, mas que são fundamentais pra ser eu.
Não foram as pessoas que mudaram, que sumiram, que fugiram ou que deixaram de gostar de mim. As pessoas continuam lá, do mesmo jeito, com as mesmas roupas, os mesmos cheiros, a mesma alegria, o mesmo charme, a mesma receptividade, gostando de mim do mesmo jeito. Fui eu que fui deixando minhas partes espalhadas por aí, vivendo por viver, me contentando com nada. Eu que me desliguei de mim e me desligando de mim, acabei me desligando de todos.
Por exemplo, eu nunca mais acordei, liguei o som e me arrumei, pra ir pra aula, ouvindo faixa por faixa do Hard Day's Night. Nem nunca mais peguei meu mp3 pra ouvir tomando café da manhã em algum bar, café, lanchonete. Pior ainda, nunca mais tomei café da manhã em lugar algum!
Nunca mais esperei ansiosamente pra ir assistir um show, muito menos mandei tudo a merda, deixei todos os compromissos de lado, deixei até de dormir pra poder ir assistir um show no meio da semana, ou pior ainda (parte II) nunca mais fiz isso nem no final de semana!
Meu coração nunca mais disparou só de pensar em alguém, nem nunca mais olhei pras coisas, senti cheiros, vi filmes, ouvi musicas que me remetessem a alguma pessoa em especial. Eu nunca mais fui eu, com meus sonhos, meus planos, meus amores, minhas alegrias...